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Sororidade: não somos rivais, somos irmãs

Pâmela Amaro Você sabe o que significa Sororidade? Se você já ouviu esse termo o que você entendeu sobre ele? Você entendeu seus significados e como ele pode ser colocado em prática? Quero trazer uma reflexão sobre 4  pontos em relação a sororidade: O que é na prática Porquê viver em sororidade é importante para […]

1 de fevereiro de 2019
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Você sabe o que significa Sororidade? Se você já ouviu esse termo o que você entendeu sobre ele? Você entendeu seus significados e como ele pode ser colocado em prática?

Quero trazer uma reflexão sobre 4  pontos em relação a sororidade:

 

O que é, na prática, a sororidade?

Sororidade nasceu do latim Sóror que significa irmãs e começou a ganhar espaço dentro dos movimentos feministas. Portanto sororidade nada mais é do que irmandade, sentir empatia por outra mulher.

Isso não significa, como muitas pessoas ainda pensam, que viver a sororidade é amar todas as mulheres, NÃO! Sororidade é olhar para outra mulher e pensar: Sei o que está acontecendo com você, Eu compreendo, Eu sinto muito! Viver a Sororidade é como mulheres desenvolvermos um olhar não julgador para outra mulher, só porque ela é mulher, ou só porque ela veste algo que eu acho vulgar ou brega, ou só porque ela não pensa da mesma forma que eu. A sororidade é acolher uma mulher, é escutar uma mulher, mesmo que você nunca tenha passado por aquela mesma situação você consegue escutar e compreender, pois você sabe do que ela está falando, você pertence ao mesmo núcleo que ela, que é o núcleo MULHER, e em algum momento você precisou ser acolhida.

 

Porquê viver a sororidade é importante para as mulheres?

Vivemos em um mundo que necessariamente vamos passar por algo em nossas vidas, algo bizarro, algo que não nos fez bem, e em algum momento vamos precisar de acolhimento. Quem vai ser melhor para passar por essas situações com você do que as pessoas que entendem? Que sabem o que são esses conflitos pois são mulheres também, mesmo sem ter passado exatamente a mesma coisa?

Uma mulher que se sentiu inferior diante de diversas situações da vida pode compreender outras mulheres que passaram pelo mesmo em outras situações. Uma mulher pode acolher outra que passou por um estupro, mesmo sem ter passado por isso, pois ela sabe o medo que sente todos os dias que anda tarde da noite na rua, todas as vezes que é olhada de forma que não deseja por outra pessoa, ou quando tem uma filha. Ela pode acolher uma mulher que veste uma saia curta e um decote, pois ela sabe o que é parar para pensar na roupa que vai usar, não por opção, mas sim para não ter que lidar com os julgamentos e com o medo de vestir algo que vai chamar atenção.

Nós como mulheres podemos nos acolher diante de nossas vidas, através de um abraço, um olhar, uma escuta, podemos, pois sabemos o que é ser mulher e viver diante desses conflitos que não surgiram hoje, conflitos esses que vem desde o nascimento do patriarcado e de um conceito competitivo e enraizado em nossos inconscientes.

É muito cruel ser negligenciada por outros seres, mas por uma mulher é mais profundo, pois ela sabe, ela entende o que é ser mulher, como ela tem coragem de dizer? Bem feito, tinha que ser violentada mesmo, quem mandou estar essa hora na rua, quem mandou estar com essa roupa? Escutar isso de uma mulher, NÃO NÉ?

Sororidade e competição

Pare e se lembre de pelo menos duas vezes que competiu? Seja por um relacionamento, por um cargo?

Certamente você se lembrou de fatos. Ao longo da vida somos estimuladas a competir, competir por relacionamento, por trabalho, em rixas na escola. Aquelas frases: ela é uma vaca, uma puta, entre outras. Se não falamos, ao menos nós pensamos, e isso basta. Já se ativa o nosso lado competitivo e de comparação, pois aprendemos que para se destacar você precisa ser melhor que alguém, precisa ser a melhor naquele grupo que vive.

Certas vezes buscamos isso em outras pessoas, pois acreditamos neste conceito imposto ao longo dos séculos. Mas, na verdade é muito mais real e consciente nos considerarmos parte do grupo de pessoas incríveis. Somos o resultado de nossas experiências trazendo nossas virtudes e dificuldades.

Quando caímos na armadilha da competição, nossa autoestima é abalada, e qualquer coisa pode nos derrubar.  Podemos olhar para uma mulher, mesmo não concordando com a forma como ela vê a vida, ou se veste, ou educa seus filhos, com empatia. Essa mulher provavelmente está fazendo em sua vida os resultados de sua experiência, boas e ruins, assim como você. Por isso o ponto de vista de vocês não é o mesmo, mas, você sabe que ela é resultado de uma história talvez não tão clara para ela, assim como a sua talvez não seja tão clara para você.

A competição machuca e nos enfraquece como pessoas e como mulheres, e a competição é o oposto do olhar empático da sororidade.

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3 formas de viver a sororidade no dia a dia

Aqui vão 3 ferramentas que acredito que possam trazer um olhar mais empático e de sororidade entre as mulheres:

  1. Não julgar uma mulher pelo o que ela veste ou por suas atitudes: Primeiro se pergunte, porque ela faz isso? Porque ela se veste assim? Você não conhece as motivações e a história dessa mulher. Como você pode julgar que ela está querendo chamar a atenção? Ou ela é uma relaxada? Ou que ela é uma puta? Quem sabe o que ela passou e passa? Você já pensou se ela se sente bem dessa forma? Se ela está feliz e no proposito dela naquele momento? Se ela gostaria de dançar daquela forma e está dançando? Porque ela é uma ameaça pra você? Porque isso te incomoda?
  2. Parar de ver outras mulheres como concorrentes: mulheres são mulheres como você, passam por medos e dificuldades diferentes e consequentemente agem de acordo com o que acreditam e com o que escolheram. Talvez você escolheu outro caminho, mas, não anula o livre arbítrio de outra mulher escolher outro caminho. Precisamos primeiro entender esse livre arbítrio para então pararmos de menosprezar outras pessoas para nos sentirmos superiores, para nos sentirmos mais bonitas, mais potentes, mais estudadas, mais evoluídas, as custas de inferiorizar outra mulher. Porém vivemos em uma gangorra quando estamos em competição, e obrigatoriamente uma hora estaremos do outro lado da gangorra.
  3. Escute uma mulher como se estivesse se escutando: Ao escutar um outra mulher procure em seu interior perceber as palavras como se fossem você, você irá perceber que existe muito mais coisas em comum do que pensa, e que justamente as coisas que te incomodam naquela mulher nascem de conflitos seus em relação a você mesma.

 

Pâmela Amaro

Idealizadora Jornada Roda de Mulheres da Healize

Depoimentos

Minha doula, Karen, que me mostrou que muitos “nãos” podem ser convertidos em um único “sim”. Aquele que terá valor para o resto de sua vida, como a fênix faz a mulher renascer das cinzas, que faz adormecer a mulher fragilizada, para dar espaço a mulher dona de si, do seu destino e mãe. E que fez tudo para que isso acontecesse de uma forma serena, cheia de luz e paz. Para você, querida, que foi meu porto seguro, que fez tudo e que viveu minha perda e tornou isso a maior conquista e descoberta da minha vida: Todo amor que houver nessa vida.

Marilene Pereira

A drenagem linfática sempre me ajudou desde antes da gestação, mas principalmente durante ela, quando os inchaços são mais constantes. Além disso, contar com uma profissional bem atualizada me deixa bastante tranquila em relação ao parto (Karen será minha doula), sem contar todo o acolhimento recebido.

Juliana Ferraz

Conheci a Pamela este ano e recebi um enorme benefício para meu corpo e minha saúde. Sua conduta é profissional de grande qualidade, dedicação e seriedade, sempre preocupada em estudar a saúde de cada paciente em particular. Indico sempre seu trabalho!

Liliana

Bem , conhecer a Karen foi um prazer para mim , Gio e nosso filho Pedro . Iniciamos o preparo perineal com ela no terceiro trimestre de gestação com uma consulta atenciosa e profissional na clinica Healize. Tive uma dedicação da Karen desde o primeiro contato, e eu mesmo sendo médica precisei de muitas informações para meu desempenho no parto. Mesmo com o preparo que nosso corpo nos dá para o parto , a massagem perineal e o uso do EPi nos deixaram seguras frente ao trabalho de parto. O Pedro nasceu de 39 semanas e 3 dias de parto normal sem ipisiotomia sem nenhuma laceração em meu períneo , isso nos deixou muito gratas com o atendimento recebido na Healize.

Carolina Cresciulo

Tenho 68 anos e há 2 anos atrás não estava bem, com o corpo todo enrijecido, fortes dores me impossibilitando de andar ou subir degraus, foi quando decidi experimentar o Pilates, foi a minha cura. Gostaria de dizer que o Pilates tem que ser muito bem orientado e bem acompanhado, o que encontrei na Healize, com uma profissional séria, competente e que está sempre se atualizando com cursos e estudos.

Aidir Maria