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Relato de Parto – Juliana

Acho que todo relato de parto que eu vejo por aí vem com pelo menos um parágrafo de background. O meu não poderia ser diferente. Sempre quis ter filhos, e quando era mais nova sempre tive muito claro que teria um parto normal. Minha mãe teve, minhas avós tiveram, não teria porque eu não ter. […]

4 de novembro de 2016
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Acho que todo relato de parto que eu vejo por aí vem com pelo menos um parágrafo de background. O meu não poderia ser diferente.

Sempre quis ter filhos, e quando era mais nova sempre tive muito claro que teria um parto normal. Minha mãe teve, minhas avós tiveram, não teria porque eu não ter. Até chegar nos vinte e muitos anos, quando comecei a ouvir, nos meus círculos sociais, que parto normal era só pra quem tinha filho novinha. Passou dos 30 já era muito velha pra começar a parir (sim, pq vc poderia ter uns 40 anos de idade e parir, desde que vc já tivesse parido com vinte e poucos). Na época fiquei com uma neurinha: nossa, melhor eu engravidar logo pq senão terei que ir pra cesárea por estar velha (sim, velha com pouco mais de 30 – faz todo o sentido). Até conhecer a Karen. Não, mentira. A Karen eu já conhecia como aluna e, enquanto sua professora, nunca conversamos sobre parto. Mas depois a reencontrei na casa da Fernanda, pois eram amigas há alguns anos já. Aí conheci a Karen de verdade. Ela falava muito sobre parto, e eu como queria muito ter um parto engatilhei no assunto e pá – em 5 minutos de conversa descobri que: mulheres de 30 a 40 anos não são velhas (AH VÁ), gêmeos podem sim nascer de parto normal, criança não morre enforcada num cordão umbilical. Aí veio tudo quanto é voz de outras pessoas que diziam o contrário e eu fiquei pensando: e agora? Em quem eu acredito? Muito fácil: estuda e descobre as EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS. (Salve dra. Melania Amorim)

Então lá pra 2011 eu comecei essa empreitada de estudar sobre parto pra me preparar pra minha hora. Mas só pude engravidar em 2015 – muitas mudanças que fizeram eu e meu marido postergar nossos planos pro momento ideal – que decidimos que chegou quando consegui remover meu cargo de volta pra nossa cidade. Engravidamos na primeira tentativa desprotegida (dia 9 de maio, lá pelas 13h), mas só confirmamos com exames de urina e sangue dia 21 de maio. Dia 22 de maio comecei a ter cólicas de implantação. Só que né, 5 anos estudando tudo sobre parto e nada sobre gestação: achei que estava abortando. Karen falou que era normal e deveria durar aí uns 3 dias. Ah, 3 dias, 4 semanas, dá na mesma, né? Mas sem sangramentos e sem dor pra urinar, meu obstetra -Braulio Zorzella – me tranquilizou e disse que era normal. Poderia tomar busco duo se quisesse, mas eu tomei só poucas vezes. Fora as cólicas, não tive problemas na gestação: nem enjôos, sangramentos, nada do tipo. Foram quase nove meses bem de boas, exames normais, exceto no terceiro trimestre que algumas vitaminas caíram demais. Apesar de não ter engordado muito (8 kg no total), tinha também uma suspeita de diabetes gestacional (DG) por causa da estimativa de peso dela no ultra, apesar da curva glicêmica não ter se mostrado alterada. Braulio pediu pra fazer outra, e pediu pra cortar açucar. Mas a segunda curva deu alterada.

relato-julianaOK, aqui começa o relato de parto em si. Dia 21 de janeiro, quinta feira, 38 semanas e 3 dias de idade gestacional, tivémos consulta às 10h30 com o Braulio, que eu não via fazia um tempo pq esse homem é muito solicitado – e agenda não é prioridade em relação ao parto de suas pacientes. Quem tinha visto meus últimos exames foi o Danylo, que tinha feito a anotação da DG, mas disse que o Braulio que decidiria a conduta – afinal, DG tira o parto da classificação de baixo risco – o que desaconselharia o plano de parto domiciliar (PD). E de fato, Braulio disse que não era muita a alteração, mas desrecomendou o PD e sugeriu uma indução hospitalar pro sábado dia 23, mas que pra ter mais certeza seria legal eu fazer um ultra pra ver a estimativa do peso dela pra ver se ela tinha mesmo crescido muito nas últimas semanas. Quando ele falou em indução chorei por dentro. Depois de alguns minutos chorei por fora também. Mas ele disse que poderíamos evitar a indução hospitalar tentando métodos alternativos de indução: caminhada, sexo e acupuntura. Conhecia também o chá da Naoli e o shake de óleo de ricino da casa Ângela. Saímos do consultório e fomos almoçar e então bolamos um plano de ação pr’aquela tarde. Mandei mensagem pra Karen, pedi pra ela me achar uma acupunturista, a Mariana me mandou a receita do chá da Naoli, marquei o ultra pras 16h30 naquela tarde mesmo, fomos no mercado comprar os ingredientes pro chá e, como não achei a receita do shake, só comprei o óleo de rícino pra botar no chá mesmo. Aí fomos no ultra e pra nossa surpresa, nossa filhota não estava tão gigante assim não: estimativa de 3,309kg. Aí mandamos o laudo pro Braulio e fomos pra casa. Continuamos com o plano de indução natural: dei um trato no marido, acupunturista Mari já estava marcada pras 19h30 em casa, fui separar os ingredientes do chá quando recebemos a mensagem do Braulio dizendo que como o peso não estava muito alto, poderíamos adiar a indução. UUUUUUUUUFA que alívio! Mas bom, não vou desmarcar a acupuntura e já comprei esse monte de bruxaria pro chá mesmo, então vamos ver se esses métodos naturebas funcionam mesmo. Fiz a acupuntura com a Mariana (foi quando senti minha primeira contração, bem suave, mas já mais notável que as de Braxton que eu já estava tendo desde às 20 semanas de gestação), aí fiz um litro do chá da Naoli com óleo de rícino e tomei em 3 doses. Terminei de lavar as fraldinhas de pano pra recém nascido que eu ganhei na rifa da Áquila e fui dormir. Umas 23h levantei com vontade de ir ao banheiro, fui e voltei pra cama, sentindo algum incômodo, mas nada grave. Voltei pra cama e dormi de novo. Meia noite acordei de novo com uma PUTA CÓLICA. Çaporra de chá me dando caganeira, pensei. Fui no banheiro de novo, fiz um pouco de número 2, mas continuei com a cólica, aí resolvi ir pro chuveiro. E nada de vir contração, só cólicas. Aí depois eu descobri que as cólicas eram as contrações. É que eu realmente esperava dores na lombar, e as dores não vinham na lombar, e sim no baixo ventre. Mandei mensagem pra Karen e comecei a tentar usar o aplicativo de contagem de contração. Marido acordou tipo 1h da madrugada, provavelmente com algum gemido meu mais forte. Ele acordou e mandou mensagem pros fotógrafos, continuou falando com a Karen que se colocou a caminho de casa. Eu estava certa que era alarme falso e que eu tava movimentando todo mundo a toa. Karen chegou, me viu e deixou a voz da experiência falar mais alto e mandou mensagem pro Braulio: contrações já estavam ritmadas, minha barriga já estava bem mais baixa e quadrada, ela chutou que eu estaria com uns 6 cm de dilatação já (mas não me deu esse diagnóstico, só pro Braulio). Achamos que poderíamos continuar o plano de PD, pq no ultra o peso dela tava de boa, mas o Braulio ligou e disse que a DG poderia influenciar tb na glicemia da Elisa, e aí se fosse PD e tivéssemos que ir pro hospital pra avaliar a glicemia da Elisa, ela seria internada e eu não, o que nos separaria logo após o nascimento: o que realmente não queríamos. Aí ele conversou por telefone com o Alê, e aí em algum intervalo de contração meu marido conseguiu falar comigo e explicar a situação que o Braulio tinha descrito. Nem pensei duas vezes, apesar de estar morreeeeeeendo de vontade de entrar na piscina pq PUTA QUE PARIU como dói. Descemos as escadas bem devagar, tive que parar umas duas vezes pra ~curtir~ umas contrações, a Karen sempre fazendo massagens na minha lombar que aliviavam demaaaaaaais as contrações. Ela foi dirigindo pro hospital, curtindo a lua quase cheia, meu marido no banco de trás comigo me doulando enquanto a doula dirigia hahaha. Os fotógrafos vieram atrás no próprio carro. Acho que demoramos menos de 10 minutos pra chegar no hospital modelo, onde o Braulio já tinha pedido um quarto só pra gente. Saí do carro e tive uma bela contração e pensei que ia nascer ali na calçada mesmo. Acocorei e lembrei que eu ainda achava que era alarme falso, que ainda ia demorar horas até eu realmente chegar na tal fase ativa. Já devia ser umas 5h da manhã. Acabou a contração e continuamos andando. Nisso o Braulio surgiu sei lá de onde e eu fiquei mais aliviada. Me colocaram numa cadeira de rodas e o Braulio foi empurrando, quase barraram os fotógrafos na recepção, mas o Braulio avisou que já estava tudo certo com o pessoal da enfermagem e liberaram os fotógrafos. Aí o Alex ajudou o Braulio a empurrar a cadeira de rodas pq senão ia nascer na rampa que eu tava me sentindo a gorda mais pesada do universo. Chegamos no quarto e eu pedi pra ir pro chuveiro pq puta merda como tava fazendo falta aquela água morna. Mas o Braulio pediu pra me avaliar primeiro e esperamos a contração passar, deitei na cama, ele usou o sonar e os batimentos dela estavam lindos, aí ele examinou e disse: puxa, viemos numa boa hora pra cá. -Tá, posso ir pro chuveiro agora? -Depende, vc acha uma boa nascer no banheiro? Pq vc tá com dilatação total e ela já tá no canal.

Fui pro chuveiro mesmo assim, mas não fiquei bem na posição. Voltamos pro quarto e marido sentou numa poltrona normal, eu me apoiava nele e quando vinha a contração me acocorava na frente dele e puxava o rebozo que a Karen me oferecia de tempos em tempos. Nisso já tinha umas duas enfermeiras me trazendo água e o pediatra Rodrigo já tinha aparecido por lá também. Fiz umas dez forças com o rebozo e dava pra ver a cabecinha dela já pelo espelho, mas aí o Braulio colocou o sonar de novo pra ouvir o coraçãozinho e eu não ouvi os batimentos dela! Aí me bateu um desespero que mal começou a próxima contração e eu fiz toda a força do mundo, e aí senti a cabeça nascer. Aí mais um pouquinho de força e veio o corpinho e chuááááááááá aquele moooooonte de líquido. Só depois que maridão me contou que o Braulio colocou o sonar só no ouvido dele, não estava no “viva-voz”, por isso não ouvi o coraçãozinho dela. Mas na minha cabeça ela estava sem batimentos e iam ter que levar ela correndo pra ressuscitação e foi essa maldita racionalização na hora do parto que me fez fazer força fora de hora e provavelmente por isso tive lacerações. Paciência, tomei pontos depois e ainda foi bem mais superficial que uma episiotomia, mas talvez se eu não tivesse racionalizado eu não teria tido as lacerações e ela teria nascido num horário mais legal: 5h55. Mas nasceu às 5h54, gritando um chorinho encantador, branquinha de vérnix, firme e forte! Ficou com apgar 10/10, veio direto pros nossos braços, meu marido choraaaava de emoção, os fotógrafos choravam de emoção, até as enfermeiras que eu nunca tinha visto na vida estavam emocionadas. Sem falar na Karen, né? Ela logo se acalmou, eu fui pra cama, Braulio veio me examinar e disse que depois ia me levar pra suturar, mas não tinha pressa. Aí ficamos lá, lambendo a cria (frase da Kareemi que eu amo). Enquanto o Braulio me suturava a Elisa ficou com o Alexandre mesmo, não levaram ela pra longe da gente em momento algum, nenhum procedimento desnecessário foi feito nela. Tudo muito respeitoso, a maioria dos procedimentos que o Rodrigo fazia era com ela no meu colo mesmo, medimos a glicemia dela e estava ótima. Na segunda medição já tinha caído muito, então foi muito bom que estávamos no hospital. Mandei ela pro peito e aí na terceira medição já estava ótima de novo. Lá pelas 10h30 ela foi pesada e medida: 3,380kg e 49cm. Dia seguinte tomamos alta e voltei dirigindo pra casa, de boas. Pontos incomodam um pouco, mas pelo menos não doem. E agora começa nossa jornada como pais e está tudo tão lindo que eu tô com medo de acordar e ter sido um sonho.

Depoimentos

Minha doula, Karen, que me mostrou que muitos “nãos” podem ser convertidos em um único “sim”. Aquele que terá valor para o resto de sua vida, como a fênix faz a mulher renascer das cinzas, que faz adormecer a mulher fragilizada, para dar espaço a mulher dona de si, do seu destino e mãe. E que fez tudo para que isso acontecesse de uma forma serena, cheia de luz e paz. Para você, querida, que foi meu porto seguro, que fez tudo e que viveu minha perda e tornou isso a maior conquista e descoberta da minha vida: Todo amor que houver nessa vida.

Marilene Pereira

A drenagem linfática sempre me ajudou desde antes da gestação, mas principalmente durante ela, quando os inchaços são mais constantes. Além disso, contar com uma profissional bem atualizada me deixa bastante tranquila em relação ao parto (Karen será minha doula), sem contar todo o acolhimento recebido.

Juliana Ferraz

Conheci a Pamela este ano e recebi um enorme benefício para meu corpo e minha saúde. Sua conduta é profissional de grande qualidade, dedicação e seriedade, sempre preocupada em estudar a saúde de cada paciente em particular. Indico sempre seu trabalho!

Liliana

Bem , conhecer a Karen foi um prazer para mim , Gio e nosso filho Pedro . Iniciamos o preparo perineal com ela no terceiro trimestre de gestação com uma consulta atenciosa e profissional na clinica Healize. Tive uma dedicação da Karen desde o primeiro contato, e eu mesmo sendo médica precisei de muitas informações para meu desempenho no parto. Mesmo com o preparo que nosso corpo nos dá para o parto , a massagem perineal e o uso do EPi nos deixaram seguras frente ao trabalho de parto. O Pedro nasceu de 39 semanas e 3 dias de parto normal sem ipisiotomia sem nenhuma laceração em meu períneo , isso nos deixou muito gratas com o atendimento recebido na Healize.

Carolina Cresciulo

Tenho 68 anos e há 2 anos atrás não estava bem, com o corpo todo enrijecido, fortes dores me impossibilitando de andar ou subir degraus, foi quando decidi experimentar o Pilates, foi a minha cura. Gostaria de dizer que o Pilates tem que ser muito bem orientado e bem acompanhado, o que encontrei na Healize, com uma profissional séria, competente e que está sempre se atualizando com cursos e estudos.

Aidir Maria